Sinto-me perdida, confusa
perante a vida tão injusta
sinto-me insegura
como se estivesse à beira dum precipício
de olhos vendados.
Não sei o quê, nem como fazer
que direcção hei-de tomar
além do medo que me cerca
as limitações tiram-me as forças
físicas e mentais.
Escondo-me atrás do que escrevo
a minha alma dói, está triste
de uma tristeza com um gosto tão amargo.
O mundo não para de girar
no entanto sinto-o a desabar
colocando toda a vida em perigo.
Não sei quando tudo passa
mas sei,
que nada volta a ser como antes.
E para mim nada se sobrepõe
ao valor da vida.









