Todas as fotos publicadas são de minha autoria, tiradas com telemóvel.

segunda-feira, 21 de Abril de 2014

Um vazio


Foto minha


No meu coração
habita a profunda tristeza
que me consome lentamente.

Na minha memória
 a saudade
e os meus sonhos
tristemente algemados.

Quando 
questiono as decisões
sinto as minhas limitações
provocando um vazio
 em tudo  que faço
é o desejo
de não sentir nada.

sexta-feira, 18 de Abril de 2014

Memórias

Neste últimos dias na blogosfera e FB tenho lido com alguma emoção  publicações que falam sobre o dia de Páscoa quando eram crianças. 

Reais de quem as publica, para mim é como se fosse um filme de ficção  cientifica.

Eu comecei a trabalhar  muito cedo , muito mesmo, a partir dos meus 8 aninhos.

Recordo que nessa altura o dia Santo era à quinta feira de tarde e sexta de manhã. 

Será que algum de vós se recorda de o dia Santo ser assim? 

Era uma tarde e uma manhã em que era proibido trabalhar na minha Aldeia.

No  entanto antes da Pascoa era para mim uma agitação tremenda e dolorosa, desde eu ter que retirar das paredes as molduras de fotos de familiares antepassados e dos ainda presentes, retirar os quadros dos muitos santos espalhados por tudo quanto era sitio, limpá-los e voltar a colocá-los, mas só no fim de eu caiar as paredes e estas estarem secas.

De joelhos esfregar com uma escova e sabão amarelo o chão de tábuas, por fim ainda passava com um pó avermelhado para dar cor, colocar esteiras novas de junco, feitas por mim, com junco que durante o ano eu ia apanhar ao campo, fazer feixes, traze-los à cabeça, colocá-lo numa eira para secar, no fim de seco fazia as esteiras  aos serões, depois de terminar as tarefas da casa.

Desfiar palha das espigas do milho para encher os colchões e travesseiros onde dormiamos.

Retirar toda a louça da cantareira lavá-la e voltar a coloca-la, louça que só usávamos uma vez no ano, no dia de Páscoa, o único dia do ano em que eu estreava roupa nova e uns tamancos.
Neste dia ia à missa, como todas as pessoas da Aldeia, tinha que beijar os pés de um bonequinho de barro que diziam ser o Menino Jesus.

Vinha para casa colocar junco muito verdinho (que eu apanhava no campo no sábado) no pátio e à entrada do portão, para receber o padre que logo aparecia depois da missa, ia benzer a casa e buscar o folar, dinheiro colocado pelo meu pai num prato, que o padre retirava e deixava umas poucas de amêndoas muito pequeninas, mas saborosas, ao sair o portão, dois senhores que o acompanhavam acendiam um ou dois foguetes, dependia da quantidade do folar.

Depois almoçava-mos e seguia para casa do meu padrinho e da minha madrinha, tanto um como o outro, o folar que me davam eram iguais todos os anos, em casa de cada um encontrava uma mesa com uma toalha branca, composta com pratos de tremoços e azeitonas, pão e vinho, comia até me apetecer, depois davam-me um pão. Simplesmente.

De volta passava a um pinhal onde apanhava flores iguais a estas, chamava-lhe "campainhas da Páscoa" chegava a casa despia a roupa nova e os tamancos, que só voltava a usava aos domingos para ir à missa.

Foto minha


E assim foi o dia de Páscoa durante alguns anos, de uma criança, que não foi criança. Eu.

quarta-feira, 16 de Abril de 2014

Ausência

A minha ausência  é um cocktail

A falta de inspiração, um desânimo total e uma asa derrubada!

Escrever com a mão esquerda não é tarefa fácil para mim.

A menina tem um tendão rasgado no ombro direito, que está a  deixar-me limitada para muita coisa, tal como escrever. 

Hoje partilho convosco uma das muitas tarefas que o nosso Canito faz cá em casa!


começa por segurar o saco com  batatas

 os dentes para o abrir

já está um pouco, não o suficiente

finalmente, saco aberto


ai que descansar, para aprontar outra

Sobrou para mim, apanhar as batatas para o almoço .

Batatas a murro com bacalhau grelhado para os donos e para o Canito



até porque está habituado a apanhar boleia no carrinho de apoio, com o seu pratinho e ir para a sala de refeições, coisas do dono. 


Boa Páscoa para todos vós junto daqueles que vos são queridos.

segunda-feira, 14 de Abril de 2014

Uma parte da minha vida


Parabéns meu príncipe. Amo-te tanto pa xempe 
Beijinho com muito amor  



Podem chamar-me avó babada, mas que tu és lindo, és  


segunda-feira, 31 de Março de 2014

Memória



Foto minha



Tudo o que aconteceu
amanhã pertencerá ao passado
mas quando existem memórias
de perdas 
de momentos cruéis
tem um efeito devastador.

Na minha memória
estão registadas situações
iniciadas na minha infância
que foram o ponto de partida
ao longo da minha vida.

Acumulando traumas
a cada dia que passa
apercebo-me que alguns
se têm reflectido 
de uma forma tão negativa.

segunda-feira, 24 de Março de 2014

Talvez



Foto minha



As desilusões
com o ser humano
deixam-me profundamente triste
sinto que sou fraca
e por vezes não resisto
à vertigem do abismo
em esticar a corda
enfrentando o desafio
e ver até onde consigo
suportar trabalhar sem rede.

E porque não aprendo
com os trambolhões
que tenho levado na vida
passo a sofrer
cada vez mais desilusões.

Talvez
todo o meu sofrimento
não seja uma punição
mas sim  um desafio.

Talvez .

segunda-feira, 17 de Março de 2014

Seis dias

E meu gosto pela Natureza
Em Setembro de 2013 acompanhei a evolução desta pinhoca!

Dia 09


Dia 10 

Dia 11


Dia 12

Dia 13

Dia 14
Fotos minhas

E com elas deixo aqui o meu desejo de uma boa semana para todos vós.